Por José Goulão
É fácil, e óbvio, designar 2020 como o ano do vírus, ou
da Covid ou de qualquer outra coisa aparentada.
Mas não será correcto. A verdadeira história do SARS-CoV-2 está toda por
contar, desde as origens às confusas estatísticas, sejam as relacionadas com as
causas de mortes sejam as resultantes de diagnósticos feitos com base em testes
que não foram criados para fazer diagnósticos. Terá, portanto, de passar muito
tempo até que se percebam todas as vertentes da pandemia de Covid-19 e
respectivos efeitos sobre a formatação do mundo em que vivemos. E o mais certo
é sermos confrontados com a inevitabilidade das consequências sem jamais nos
ser dada a possibilidade de conhecer como na realidade tudo começou e se
desenvolveu, desde a deslavada mentira do "vírus de Wuhan" – que já
andava por outras partes do mundo antes de ser identificado na China – até à
gigantesca campanha de terror global montada paralelamente à declaração de pandemia.
O ano de 2020 será, tão só, o do início de uma cadeia de acontecimentos que
estão a mudar o mundo a uma escala global.
Parece, por isso, mais apropriado considerar 2020 como o ano em que se
generalizou o recurso a cobaias humanas para experiências nos domínios da
engenharia social e da inovação farmacológica, designadamente na área da
vacinação. É por demais evidente que em 2020, recorrendo à "janela de
oportunidade" aberta pela pandemia de Covid – citando o Fórum Económico
Mundial – se aceleraram agendas futuristas anti-humanistas e se queimaram
etapas induzindo alterações comportamentais nos seres humanos e nos tecidos
sociais existentes.
O "livro branco" que é negro
O conceito de Great Reset ou Grande Reinício capitalista já não é uma novidade
para o leitor. Trata-se do tema da reunião de Janeiro do Fórum Económico
Mundial (FEM), no fundo a paisagem do futuro do capitalismo que se alcança
espreitando pela "janela de oportunidade" em que aquele cenáculo da
ortodoxia neoliberal transformou a pandemia de Covid-19.
O assunto teve, entretanto, alguns desenvolvimentos, uma vez que estamos em
vésperas da cimeira. Klaus Schwab e Thierry Malleret, os "ideólogos"
do FEM, deram a conhecer um documento central para a reunião, intitulado
"Reiniciando o Futuro da Agenda de Trabalho – num mundo
pós-Covid-19". São 31 páginas de passos e processos para executar o Great
Reset até 2030. De braço dado com a ONU, pois Schwab e Guterres assinaram em
2019 um acordo de cooperação.
O documento merecerá tratamento próprio a seu tempo, porque explica como o
neoliberalismo pretende saltar da crise em que vive para uma omnipotente
afirmação global através da fusão entre o fascismo económico dominante e um
fascismo político e social assente na monopolização das evoluções científicas e
tecnológicas da chamada "Quarta Revolução Industrial", do uso cada
vez mais generalizado da inteligência artificial, da engenharia genética e do
acesso digital directo à mente humana. Não se trata já de antecipação
científica mas de realidades dos nossos dias que os poderes e interesses
neoliberais, cada vez mais concentrados, "privatizam" em proveito
próprio para controlarem e dominarem os seres humanos e a sociedade
globalizada.
O novo documento de Schwab e Malleret faz previsões quantificadas para os próximos
anos, com base em situações que estão a ser testadas sob a pandemia em curso:
84% dos processos de trabalho serão digitalizados, 83% das pessoas ficarão
isoladas em trabalho remoto - o "teletrabalho" -, metade das tarefas
passarão a ser automatizadas ou robotizadas.
O modo como se tem desenvolvido a era da Covid-19, prenhe de experiências do
domínio da engenharia social, proporciona também uma aceleração das estratégias
assentes na apropriação neoliberal das conquistas científicas e tecnológicas –
que hoje progridem a um nível e um ritmo jamais atingidos. Não é uma
constatação abusiva: é a lógica exposta pelos cérebros e pelas iniciativas do
neoliberalismo ao mais elevado plano de intervenção.
O "livro branco" para a próxima cimeira do Fórum Económico Mundial ou
Fórum de Davos é, na verdade, um livro negro para a implantação de um renovado
fascismo assente na robotização e manipulação dos seres humanos,
progressivamente controlados e domesticados. E a geração que vive os dias de
hoje está a servir de cobaia para esses objectivos a pretexto de um vírus
adaptado para criar múltiplos efeitos colaterais além do próprio potencial
infeccioso.
Em 10 meses de pandemia, as experiências de engenharia social incidindo sobre
centenas de milhões de seres humanos deixam um rasto suficientemente forte para
não haver dúvidas sobre os objectivos pretendidos pelos expoentes neoliberais
manobrando o globalismo.
A um dos maiores períodos de devastação económica generalizada de que há
memória, caracterizado pela liquidação de elevadíssimas percentagens de
pequenos e médios negócios em todo o mundo, corresponde uma época de
crescimento vertiginoso das fortunas das poucas centenas de indivíduos mais
ricos do mundo. À destruição acelerada da economia tradicional corresponde uma
impressionante acumulação de riqueza numa faixa cada vez mais reduzida de
superpoderosos identificáveis com a estratégia do Fórum Económico Mundial. Há
uma relação de causa e efeito nestas circunstâncias, assim como existe uma
coincidência entre o "novo normal" ou "pós-covid" e os
horizontes de futuro redesenhados por Schwab e Malleret. Esqueçam o tecido
económico existente antes da pandemia: o desmoronamento das pequenas e médias
actividades, conjugado com a adulteração da questão ambiental através do
"capitalismo verde", será cada vez mais a base do reforço das maiores
fortunas planetárias e da mega concentração monopolista. Num quadro de
globalização e de desactivação dos poderes dos Estados que se estrutura para
não tolerar contestações.
Não deve considerar-se coincidência que num período ainda inferior a um ano
estejamos a assistir ao cancelamento de direitos constitucionais através do
mundo, à proliferação de governos actuando cada vez mais por decreto, assumindo
frontalmente que a democracia pode pôr-se entre parêntesis, ao internamento de
sociedades inteiras em prisão domiciliária, à transformação de grande parte do
planeta num parque temático do totalitarismo. A pandemia acelerou
indubitavelmente a marcha do neoliberalismo para o fascismo, o regime
económico, político e social em que atinge a eficácia máxima.
Arrasada uma fronteira crucial
Em paralelo, as grandes corporações e os meios de comunicação de que são
proprietárias, e através dos quais controlam a opinião pública dominante, exercem
uma fiscalização cada vez mais apertada sobre a liberdade de expressão. Tudo
isto com a conivência dos governos mais poderosos e dos que se lhes submetem.
As informações que contradigam as correntes mainstream são
silenciadas, caluniadas, perseguidas, ainda que sejam fundamentadas e
comprovadas.
O caso mais exemplar da actualidade é o das vacinas e da vacinação contra a
Covid-19. Nesta matéria, pela mão de alguns dos mais poderosos grupos
farmacêuticos mundiais – por sinal financiados pelos governos que depois lhes
compram medicamentos – foi arrasada uma das mais sensíveis fronteiras éticas: a
que desaconselha a transformação de seres humanos em cobaias.
No entanto, é mais ou menos proibido invocar esta circunstância, uma vez que
não cabe no discurso oficial tendencialmente único.
Pelo menos a Moderna Inc, a aliança entre a Pfizer e a BioNTec e, seguindo
outro método, a AstraZeneca começaram a usar como cobaias os milhões de seres
humanos a quem tem vindo a ser apresentada como essencial – designadamente
através de uma campanha de pânico – a vacinação contra a Covid-19.
Estas multinacionais não se limitaram a queimar etapas no processo de produção
e teste das suas vacinas, suprimindo a fase de experiências em animais: criaram
as vacinas em modo acelerado e com base em operações de manipulação genética
jamais testadas e utilizadas para o efeito em seres humanos. Esta conjugação de
circunstâncias torna legítimo que ainda se levantem interrogações sobre
hipotéticos efeitos que estas vacinas possam vir a ter a prazo.
Poderemos estar, é certo, perante impressionantes descobertas científicas
susceptíveis de revolucionar a prevenção e o combate a doenças e pandemias. Mas
é evidente que existem riscos associados aos reduzidos períodos de testes. Os
fabricantes das vacinas e os governos que financiaram as suas investigações e
descobertas estão a garantir a imunidade e a segurança das inovadoras vacinas
sem possuírem dados concretos sobre o que possa acontecer para além dos
escassos meses que duraram os testes assumidos. Um processo de produção de uma
nova vacina com o máximo de segurança estende-se habitualmente durante anos;
neste caso, mesmo em situações jamais testadas em seres humanos, resumiu-se a
meia dúzia de meses.
Esta realidade faz com que a vacinação em massa se tenha iniciado, de facto,
durante uma fase de experimentação ainda em curso, uma vez que o processo
tradicional e aconselhável foi claramente abreviado; deste modo, o cidadão
comum, induzido a ansiar por imunidade, foi transformado em cobaia. Mas
desconhece essa circunstância, porque não lhe é exposta de forma aberta e
transparente.
Trata-se, repete-se, de métodos de produção de vacinas no âmbito da edição
genética nunca experimentados em humanos. Será que, numa fase mais avançada, os
apuramentos reais e objectivos da vacinação serão divulgados com total
transparência, sejam eles quais forem, tratando-se de uma situação de saúde
pública? Ou serão remetidos para o limbo da indefinição e das histórias mal
contadas onde se vai encafuando tudo o que, desde o início, tem a ver com a
Covid-19?
Os governos asseguram que as vacinas não são obrigatórias. Em Espanha, porém,
os cidadãos que as dispensem passam a ser inscritos num registo governamental a
distribuir por todos os Estados membros da União Europeia. Com que objectivo?
Não são novidade, por outro lado, as conjecturas públicas e privadas sobre a
instituição de "certificados de vacinação" obrigatórios para que as
pessoas possam fazer a sua vida normal, incluindo o direito de viajar.
Percebe-se, portanto, que estão a ser trabalhadas maneiras de tornar
obrigatório o que, segundo o discurso oficial, não é obrigatório. Assim como
nenhum governo ou multinacional do Big-Pharma assumirá que fez dos cidadãos
aquilo que nunca deveriam ser: cobaias humanas.
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